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  • Wander B.

E AGORA, ENEM?

Vejam a situação...


Nós estamos lutando para que o ENEM seja adiado - e é evidente que não há condições de haver ENEM diante do que estamos vivendo: as pessoas que mais precisam dos benefícios do exame seriam prejudicadas se tudo fosse mantido dentro do calendário previsto.

Não há como estudar para o exame, tampouco como fazer o exame, em um cenário de pandemia.

Mas agora é que vem o problema para o qual não há uma resolução simples: tudo que o governo quer é adiar o ENEM por tempo indeterminado - quem sabe esse seja o caminho para que se possa extinguir os projetos sociais atrelados ao exame, como o Prouni, por exemplo? Infelizmente eu não acredito que esse governo, cujo ministro da educação é o senhor Weintraub, esteja preocupado em manter o ENEM, em manter o Prouni, o SISU... Uma tática muito usada por governos (e não somente este) é sucatear antes para ter motivos para encerrar ou privatizar depois. Não sejamos ingênuos. Dessa vez o motivo veio por conta de uma pandemia mundial - que vem sendo cultivada como um trunfo na mão do presidente: o escudo que vossa excelência usará para se defender dos estragos que vem fazendo com sua total inaptidão para exercer o cargo que lhe fora concedido pelo voto de milhões de brasileiros. E nós, os brasileiros, precisando lutar, ironicamente, contra o ENEM. Em um país sério, o exame já teria sido adiado sem que tivéssemos que pensar que o projeto pode se encerrar a partir disso. Mas estamos no Brasil, esse país triste chamado Brasil. A segurança institucional, representada pelos três poderes que deveriam garantir que a pandemia não fosse usada como motivo para que direitos que foram lentamente conquistados não se percam rapidamente, não existe: infelizmente, não há segurança institucional e estamos à beira de um Estado de exceção (falo de um Estado de exceção declarado, afinal muitas pessoas já defendem que já estamos nessa condição, infelizmente.). Como disse no início do texto, não há uma resolução simples para esse problema - é a tal sinuca de bico! Mas ainda assim, precisamos utilizar essa crise sem precedentes para refletir um ponto, o principal ponto: o que fizemos com os nossos votos nas últimas eleições? Urna não é loteria. Não deveríamos tratar a urna como um caça-níquel, um jogo de azar, um páreo de cavalos em que se aposta no cavalo azarão pra ver o que acontece - porque o que acontece é o que estamos vendo, infelizmente. E digo isso não só aos eleitores de Jair Bolsonaro. O voto impensado, a aposta cega, é uma característica do eleitor brasileiro. Uma doença crônica. Precisamos nos curar. Uma outra pergunta é: será que teremos chance de tentar votar de forma mais inteligente logo? Eu tenho minhas dúvidas.

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