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  • Wander B.

E O TEXTO DO ANDERSON FRANÇA?

Atenção, dizer que um grupo de artistas é nazista por não ter se manifestado contra o agora ex-secretário da cultura Roberto Alvim é um absurdo tamanho.


A real é que isso que Anderson França, colunista da Folha de São Paulo, fez é crime.


E para além do texto, cheio de grosserias desmedidas, há também a charge que acompanha o comentário: não há argumento que justifique desenhar uma suástica em uma caricatura de uma dupla sertaneja pelo fato desta ter ficado em silêncio.

É evidente que o quanto mais pessoas se manifestarem contra o evento nefasto ocorrido na semana passada, melhor.

E existem meios de um jornalista obter a opinião da classe artística sobre o assunto: vá entrevistar os artistas, ligue, mande um zap, pergunte... E, óbvio, ainda assim os artistas têm direito de não se manifestarem sobre um assunto tão casca grossa como esse que deveria ter parado o país.

Mas quem é que no Brasil tem propriedade pra falar sobre Goebbels? Se tivéssemos educação suficiente para enxergar a dimensão do ocorrido, provavelmente o país tivesse parado mesmo diante das palavras de Alvim.

Não é o caso.

E não se condena uma pessoa pelo seu silêncio.

A Folha errou feio.

E, agora, do mesmo modo que devemos cobrar do governo uma resposta séria sobre o caso Alvim, que deve responder criminalmente pelo discurso de cunho nazista, devemos cobrar também respostas da Folha que deve tomar atitudes com relação aos responsáveis por essa matéria criminosa imediatamente.

Que mundo é esse em que eu estou trabalhando, cortando a estrada pra fazer um show, e recebo a notícia de que estou estampado com uma suástica em um dos veículos mais tradicionais da imprensa do país?

É inaceitável.

E é mais um tiro no pé, né, gente amiga.

Desde a campanha que essa tendência a chamar de fascista toda e qualquer pessoa que não se coloca contra Jair Bolsonaro se espalha de maneira demasiadamente irresponsável.

Não é por aí.

Sou crítico ferrenho do Presidente Bolsonaro.

Mas é preciso respeitar o voto do povo brasileiro.

E se achamos que a maioria votou mal, bora trabalhar, conversar com as pessoas, entender os motivos e apresentar outras propostas. É o que eu venho fazendo há um ano e meio, desde a campanha de 2018.

A ofensa, além de muitas vezes desproporcional e criminosa, não resulta em nada de positivo. Ou alguém acha que vai conseguir votos para outro candidato chamando os eleitores de Bolsonaro de fascistas?

Precisa melhorar.

Precisa amadurecer o discurso.

Precisa ter um mínimo de responsabilidade diante do cenário que está posto e é muito mais complexo do que uma relação onde uns são bons e os outros são maus.

Pensemos.

Leia a matéria clicando aqui.

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