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  • Wander B.

NEM MESMO DIANTE DA POSSIBILIDADE DA MORTE HÁ ESPAÇO PARA O ÓCIO.

Faço da vida o que amo.


Por isso, não tenho nunca vontade de parar: o artista não pára, mas consegue movimentar-se de outras formas e em outros ritmos.


Mas é preciso dizer que há uma fratura exposta a partir dessa pandemia que estamos vivendo: está se evidenciando que não há espaço para o ócio em nossa sociedade em nenhuma ocasião.

Nem mesmo diante da possibilidade da morte há espaço para o ócio.

As escolas, as universidades, os centros de formação, dispensam aos poucos seus alunos, mas junto com a dispensa, pelo fato de existir hoje a internet, surge uma centena de atividades para as pessoas realizarem virtualmente.

Tomar um chá e descansar não é uma possibilidade.

A pandemia pode te tirar de certos espaços físicos, mas não te tira do modus operandi do capitalismo selvagem e, agora, virtualizado: tempo é dinheiro e você tem que produzir, tem que produzir, tem que produzir...

É fato que isso se agrava quando falamos do ambiente de trabalho.

E é evidente que não tem como não se preocupar com o que acontece com a economia de um país se as pessoas pararem de fato.

É uma tragédia, sem dúvidas, uma tragédia.

Mas é uma tragédia também pensarmos que, diante de uma pandemia, eu, você, todos nós, estamos expostos à possibilidade de trabalharmos à distância mais do que trabalharíamos presencialmente.

E de preferência ganhando menos, como algumas empresas já propuseram aos seus funcionários.

É o sistema de trabalho "24 horas por 7 dias da semana" em sua expressão mais perversa, triunfando mesmo diante da morte iminente.

Isso é gravíssimo.

Pensemos.

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