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  • Wander B.

O OURO DE TOLO DOS NOSSOS TEMPOS

Apesar de ser um artista multidisciplinar, ou seja, que faz muitas coisas na arte, nunca nutri em mim o desejo de ser autossuficiente.

Se escrevo é porque me faz feliz escrever, se canto também, se componho também, o mesmo com a performance, com tudo que faço com o teatro, com o cinema.

Autonomia eu vejo com bons olhos, é importante. Saber se virar com poucos recursos também, evidentemente: essa é a filosofia primeira do meu trabalho. Mas autossuficiência sempre me pareceu uma arapuca, uma cilada que no contemporâneo se acentuou e agora, durante a pandemia, é vendida como ouro de tolo. Pessoas precisam de pessoas. Aristas são pessoas. Eu preciso de pessoas, artistas e não-artistas. Eu preciso de você. E você precisa de mim.

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